segunda-feira, 25 de julho de 2011

Egocentria saudável

(Primavera no Lago Wanaka, Nova Zelândia)


Quem somos nós perante o universo que me cerca?!
Algo?!

Quem sou eu perante o universo que eu crio?!
Nada?!

Mais um perdido?! Não... Não há mais tempo para isso!
 

            Não posso diluir nossa paciência com o que não nos dá espaço.
            Quero um cheiro gostoso de mato, frutas coloridas deitadas, repousando sobre um lençol defronte o Lago de Minha Vida. As flores, que antes sequer via, hoje ornamentam minhas tardes e se comportam como se quisessem me dizer e dar o verdadeiro carpe diem. As danças que o vento dessa minha tarde executa me mostram que tenho verdadeira paz e que compartilho consigo o que há muito desejo. Reflexo de dias de aprendizagem consumada – cansativos, lastimáveis, mas nunca inválidos. 
            Portanto, o que me resta dizer nesse ambiente de vespertinidade é: “Sirvam-se! Temos um universo inteiro para degustar. A alma irá absorver tudo e teremos mais fome. Só não me incomodem muito porque quero agora me dedicar à beleza dessa tarde e contemplar o horizonte além desse Lago.”  

Abson.
 
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Fiz às 13h22
de 22/07/11.

Tava na hora de voltar...

Bem, em primeiro lugar, gostaria de explicar que simplesmente voltei!
Precisava descansar um pouco o espírito, agora voltei com meus projetos musicais - pretendendo voltar para o cenário alternativo de MPB em Recife - estudando o que mais amo na vida, conciliado à música - logicamente, Letras, e aqui, com vocês!

Espero que curtam o blog e discutam, reflitam, desdobrem, façam o que puderem com o que der para ser aproveitado. Não me importo com números, 'independo' de quantidade, mas se quem passar por essa página conseguir guardar alguma palavra que lhe auxilie, estimule ou paradoxalmente 'nada' - contanto que sinta algo, já me darei por satisfeito.

Abraço a todos!



Abson.

domingo, 22 de maio de 2011

Conto musical

Voltando pra casa 
(Preferencialmente, leia esse conto escutando a música contida nesse video acima)


– Não. Eu não quero.
– Esperava por isso... Eu tentei esmiuçar, desdobrar todas as possibilidades... Um café? Ao menos, um café?!
– Não, obrigado.
– Tem fogo?
– Aqui.
– É estranho demais: os dias se perdem no calendário e eu tô preso em alguns desses dias.
– ... (Observa o escuro da rua)
– Pelo visto, você só é fiel a ele, não?!
– Por que a pergunta?
– Eu tentei ser o que nunca consegui. Isso mostra que conhecemos muito mal o... (Soltando deliberadamente a fumaça) A...
– Seja mais claro, Artur. Não tô captando.
– Amor.
– Fabricado e automático, como ervilha em lata?
– Espontâneo, como as águas, e livre, como a loucura pensa que é.
– Volta pra casa, já ta muito tarde.
– Ok. Mas, ao menos – pela segunda vez, olha nos meus olhos... Tchau!
– Ok. (Olhando-lhe vagamente aos olhos) Tchau.

É curioso o ‘falar sozinho’, mas eu me acompanho melhor do que a minha solidão. Ela perfura o meu espírito com a lança da insônia, a matéria padece e o que me resta de pensamento possui um substantivo bem particular: D-Á-R-I-O. Mais curioso em tudo é o fato de, nas últimas manhãs – por volta das pioneiras horas, não conseguir ficar em total solidão. Melhor, ‘a sós’ com a minha casa, coisas inanimadas e impossíveis verbos agentes de quaisquer efeitos para alterarem o trajeto de esvaziamento da minha mente. E ela anda meio descompensada, pensando em uma mão esquerda levemente entrelaçada na minha mão direita. Apenas, com essa mão, consegui produzir palavras que atenuem a dor selvagem, sem medida, sobre a qual o meu enfermo espírito se debruça. Acho que a solidão é o cavaleiro, meus pensamentos sádicos são uma espécie de escudo, que fica vulnerável quando a lança da insônia o ataca sem trégua.
Eu, ainda assim, prefiro apostar nas peripécias proporcionadas pelo amor. Às vezes, inconsequentemente, reescuto uns discos meio antigos de amor puro, com brilho e defeitos, quase como o original. Semana retrasada, eu me deparei com a minha voz cantando um trecho de um desses discos, “Ah, como eu tenho me enganado, como tenho me matado por ter demais confiado nas evidências do amor” [1]. Pela primeira vez, nesses tempos, eu me perguntei: “Que amor?! Esses que vêem pelas ruas, da fábrica, como ‘ervilha em lata’?!” Coisas de Dário que são impregnadas na minha cabeça. Puxa vida, se eu pensar ao pé da letra, vou acabar chegando à conclusão de que o amor é uma condensação da ilusão pensada a dois... Será que é isso mesmo?! Amor: ilusão pensada a dois?! Deve haver algum meio-termo nesse jogo de ‘gostos’.
O conheci pelo jogo do ‘acaso’, onde os traços em comum – inicialmente – eram afunilados em timidez e olhos. Os vazios nos diálogos eram essenciais em nossa relação. Dias atrás, nossos olhos dialogaram e refletiram a luz bem peculiar do que não se substantiva, respectiva e concomitantemente. Estavam em conexão singular. No mesmo dia, conversamos e desabafamos sobre o nosso cansaço de alguns aspectos da vida. O dia e a proporção desse acaso nos estragaram. Não cobrei, em momento algum, reciprocidade. Em todos os instantes, poucos – por sinal, em que desfrutávamos do nosso especial diálogo éramos livres para a nossa timidez. Confesso que sempre esperei seu telefonema, foi uma presença marcante para aqueles meus dias vermelhos daquele verão maluco, entontecido, de 2000. Estávamos nas primeiras datas de nossas duas décadas – Dário, oito meses a menos que eu. Nós nos revimos e, simplesmente, cheguei à conclusão de sua inclusão, ou sua estadia, na minh’alma, em alguns pedaços do meu corpo quando o toco, em algumas coisas que ainda insisto em pronunciar, sem mais nem por que. O revi e me revi na sua vida:

– Dário!
– Oi, tudo bem? Desculpe-me, mas... Artur?! É você?!
– Até agora sim. (Riso no canto da boca) Como vai?! Tô prestes a perder a cabeça, de tanto cansaço...
– Ô, nem me fale! Tô consumido pelo tempo, o dia deveria ter, no mínimo, umas trinta horas.
– Mais umas seis... Pra nós...
– Já havia contabilizado o meu coração nessas “trinta” horas.
– Sério?!
– Sim.
– Então, apenas sinto porque ainda temos somente vinte e quatro.
– É. Ainda... (Olha o horizonte da rua comum)
– Ainda desperdiçando os seus olhos, cegando o nada?!
– Sim. O que você tem feito? Tem escutado muita música ainda?
– Não consigo deixar. É o cotidiano que me impõe isso. Caso contrário, não conseguiria suportá-lo.
– Ainda está só?
– Não, e você?
– Casado. (Suspira) Olha, gostaria de pegar um cinema amanhã?
– Pera, como assim?! Você não tá cas...

            Parecia novela, mas o telefone tocou. Era Marcos, o meu parceiro de dois anos. Sempre tentei amá-lo nesse tempo.

– Oi, meu bem!... sei bem, vamos nos ver mais tarde?... não, certo, entendo... eu entendo... já disse que não há problemas... (Olhando nos olhos de Dário, com os olhos da verdura dos vinte e poucos anos) um verbo que “sempre” cultivei bem foi o “entender”... (Mantendo o olhar) Olha, o que você tá escutando... Elis canta também... tempos atrás, também a escutava, não preciso mais... enfim, amanhã nos falaremos... não, você sabe que não será só isso... ok, um beijo.
– Era ele?
– Sim.
– Qual música da Elis você não precisa escutar mais?
– A que me leva a você, sempre.
            Nesse instante, o silêncio não foi o suficiente. Os olhares ficaram divergentes, e amor, apenas amor, não era o bastante, era preciso mais. Era necessário, no mínimo, anabolizantes de coragem. Dário, mais uma vez, retornou os seus olhos para mim, aproximou-se do meu corpo cujo espírito já se havia afastado – somente em decorrência desse “estreitamento”, fitou os meus imóveis lábios e sussurrou:

– Você não quer ser levado a mim?
– Faz tempo que isso aconteceu. Agora sim, tô voltando pra casa.

            Olhar, retina sobre retina, íris sobre íris, dilatação após dilatação, contração e novamente dilatação. Isso me trazia uma sensação de dor insuperável, um tom e lado amargo de ‘retrospecto’. Consegui me lembrar naquela hora, com suas mãos na minha cintura, como nos conhecemos, como nos afastamos, como estava e como agora estou. Tenho coragem para assumir o vazio, melhor, o abismo que a natureza do meu espírito criou em mim. É equivalente ao caminho do Inferno ao Purgatório, com direito ao Demônio como guia. Mesmo assim, ele me perguntou:

– Quer dizer que amanhã devo comprar apenas um ingresso?
– (Respiro fundo) Isso mesmo.
– Você não me ama mais?!

            Uma vez mais, naquela margem de anos obscuros, saberia que voltaria de novo pra casa. Com muito cuidado, cultivando a aura da despedida por mim imposta, nos acariciamos por volta de uns cinco eternos minutos. Não mais nos veríamos. Não mais saberíamos nada, um do outro e sobre nossas próprias vidas. Não respondi sua última pergunta na minha vida. Ele me deu o último beijo. Eu voltei pra casa.


[1] Meio-termo (Lourenço Baeta – Cacaso). In. : Transversal do tempo. REGINA, Elis. Rio de Janeiro: Philips, 1978.

Semana 'Poesia': Auta de Souza (IV e V)

Dois Últimos Poemas


I - MELANCOLIA


Sinto no peito o coração bater
Com tanta fôrça que me causa mêdo...
Será a Morte, meu Deus? Mas é tão cedo!
               Deixai-me inda viver.

Tudo sorri por êste campo em flor
O Amor e a Luz vão pelo Céu boiando...
Só eu vagueio a suspirar, chorando
               Sem Luz e sem Amor.

Lutando sempre com uma dor cruel
Cheia de tédio e desespêro, às vêzes;
Minh'alma já tragou até as fezes
               O cálice de fel.

....................................................

E o coração no seio a palpitar,
Como se acaso não tivesse crença,
Pulsa com a fôrça indefinida, imensa,
               Dos vagalhões do Mar.


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II - ADEUS


"Espera, eu voltarei." Êle dizia.
(Quanto era triste o seu olhar tão doce!)
Chorosa e terna a fala lhe tremia
Como se a corda de algum'harpa fôsse.

E ela, a pálida noiva estremecida,
Fitou no amado os grandes olhos seus,
E murmurou, baixinho e comovida,
Quase a chorar e muito a mêdo: Adeus!



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Bem amigos, com essas duas joias terminamos a nossa semana Auta de Souza. Espero ter acrescentado algo de não muito usual de nossa literatura, porque para mim é muito satisfatório conhecê-la. Sinto orgulho profundo, e espero que vocês tenham sentido em cada publicação. Um confortável abraço e fiquem todos bem!


Abson.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Semana 'Poesia': Auta de Souza (III)

NOITE CRUEL


A meu irmão Henrique



Morrer... morrer... morrer... Fechar na terra os olhos
A tudo o que se ama, a tudo o que se adora!
E nunca mais ouvir a música sonora
Da Ilusão a cantar da vida nos refolhos...

Sentir o coração ferir-se nos escolhos
Do tormentoso Mar - pobre vaga que chora! -
E no arranco final da derradeira hora,
Soluçando morrer num oceano de abrolhos.

Nem ao menos beijar - ó supremo desgôsto! -
A mão doce e fiel que nos enxuga o rosto
Mostrando-nos o Céu suspenso de uma Cruz...

A perguntar a Deus na agonia e nas trevas:
Onde fica, Senhor, a terra que nos levas,
Com as mãos postas no seio e os dois olhos sem luz?!

Alto da Saudade




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Bem, apenas quero expô-lo. Ele por si só expressa as dúvidas que muitos de nós pensamos sobre a morte. Não gosto de discutí-la, não me sinto preparado para tal, embora já tenha perdido tanta gente querida entre os meus. Confortem-se com esse poema e até amanhã!


Abson.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Semana 'Poesia': Auta de Souza (II)

BOÊMIAS


                                                                               A Rosa Monteiro



Quando me vires chorar,
Que sou infeliz não creias;
Eu choro porque no Mar
Nem sempre cantam as sereias.

Choro porque, no Infinito,
As estrêlas luminosas
Choram o orvalho bendito,
Que faz desabrochar as rosas.

Do lábio o consôlo santo
É o riso que vem cantando...
O riso do olhar é o pranto:
Meus olhos riem chorando.

O seio branco da aurora
Derrama orvalhos a flux...
O círio que brilha chora:
A dor também fere a luz?

Teus olhos cheios de ardores
Aninham rosas nas faces...
Que seria dessas flôres,
Responde, se não chorasse?

Sou môça e bem sabes que
A môça não tem martírios;
Se chora sempre, é porque
Pretende imitar os lírios.

Enquanto eu viver no mundo,
Meus olhos hão de chorar...
Ah! como é doce e profundo
Soluço eterno do Mar!

Do lábio o consôlo santo
É o riso que vem cantando...
O riso do olhar é o pranto:
Meus olhos riem chorando.


Jardim - 8-1897




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          Bem, amigos, acredito que a dor seja a escola mais fixa na vida de qualquer ser humano. E também creio que quem não a tem, ou a nega, jamais saberá dar valor ao sorriso. A força que a vida nos oferece é equivalente aos obstáculos, mas nos detemos ao 'priorizar o que nos incomoda'. 

          O que sinto nesse poema é essa dor explanada pelo que de mais simples e comum possuímos na terra: o martírio das rosas desdobrado por apenas uma rosa, a Monteiro (amiga da 'Auta' que não sabia rir, da qual  dizia "rir irresponsavelmente"). Quando o li pela primeira vez muito me identifiquei. Demorei muito tempo para saber o valor da dor para o riso e confesso que nessa madrugada, enquanto relia o livro 'Hôrto' e cheguei justamente nesse poema, passei minutos observando o verso "A dor também fere a luz?". Cheguei a uma conclusão: sim, fere. A escola da vida tem dessas. O sorrir é uma dádiva muito valosora para ser guardado, mas aprendi também que não deve ser empregado aleatoriamente. Garanto que não há nada melhor e mais prazeroso no mundo que a conquista desse verdadeiro sorrir. 

          Ainda estou buscando, ainda tenho meus olhos "rindo chorando", mas sou aluno aplicado e em breve serei aprovado na avaliação do sorrir. E a rosa, mesmo que bela e 'perigosa' - por causa dos espinhos, desabrocha com o orvalho e a atenção das estrelas. Gostaria sim de ter menos dor, ser mais leve como os lírios, mas quando reflete sobre tudo, inclusive sobre a inquietude do Mar (no poema, representando a vida cotidiana - porque lá "Nem sempre cantam as sereias", dores e males do mundo), volta a si e prefere ter seus olhos 'rindo chorando', aceitando a vida como é e tentando mudar para melhor o que puder, o que tiver em alcance. Eu também procuro fazer isso. Às vezes consigo, e vocês?!


Até amanhã!


Paz!


Abson.



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REFERÊNCIA:
SOUZA, Auta de. Hôrto. 4. ed. Natal: Fundação José Augusto, 1970.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Semana 'Poesia': Auta de Souza

VERSOS A INAH

Na procissão


Passaste rindo... E o teu perfil modesto,
Cheio de graça e cheio de inocência,
À doce luz daquele riso honesto,
Tinha de um sonho a doce transparência.

Teus lindos olhos castos e sagrados,
Ingênuos como os olhos das crianças,
Pareciam dois céus imaculados,
Tão azuis como as minhas esperanças.

Desmanchou-se-te a trança côr de ouro
Enquanto assim passavas rindo, rindo...
E eu murmurei, ó meu gentil tesouro,
Fitando os olhos nesse olhar tão lindo:

"Ó tranças côr da alegria,
Olhar que um sorriso fêz:
Olhos de Santa Luzia,
Cabelos de Santa Inês!

Dourai, dourai meus abrolhos,
Ó tranças que o vento leva...
Olhos, ficai nos meus olhos,
Que êles são feitos de treva.

Cabelos cheios de luz,
Não fujam, que eu vou chorar...
Ai! lindos olhos azuis,
Descansem no meu olhar.

                 *
             *      *

Mas teus cabelos voaram.
Teus olhos... não mais os vi:
Os olhos que me fitaram,
As tranças por que morri...

Ó tranças côr da alegria,
Dourai, dourai meus abrolhos...
Olhos que a graça alumia,
Vinde morar nos meus olhos...


1º de janeiro de 1898.


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Meus amigos, escolhi esse texto para começar as minhas explanações por dois motivos:

1º) Coincidência ou não, minha mãe também se chama 'Auta' e também nasceu em 12 de setembro. Ambos, antes de conhecermos a fundo sua história, já éramos admiradores de sua obra, que por sinal não é considerada por nenhuma escola literária, considerada 'pobre', fato que me levou ao segundo motivo;

2º) Não será uma academia, embora eu estude Letras e também curta a questão da estética, que me definirá o que devo sentir e as formas pelas quais meu coração deverá responder, corresponder ou hostilizar - quando necessário. Isso reflete muito em minha postura de cantor. Não me prendo em estéticas, porque quando o coração é normal também não se prende.

          Enfim, a referida poetisa [*12/09/1876 (Macaíba/RN) - +07/02/1901 (Natal/RN)] cresceu com o espírito de luto, pois cedo tornou-se orfã de pai e mãe, e aos 14 anos teve seu irmão devorado pelas chamas. Após isso, descobriu que tinha uma doença que em breve a retiraria de nossa cena literária, como assim o foi. Isso justifica o seu olho crítico sobre o mórbido, embora não tivesse vasta cultura literária. E é isso o que eu acredito que seja essencial nela.

          Por isso, meus amigos, cada dia dessa semana mostrarei um poema extraído de seu livro "Hôrto"*, de cada fase de sua vida, ok?!

           Portanto, ótima semana para vocês e 'vida', acima de qualquer coisa!



Abson.

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P.S.: CANTORES ANIVERSARIANTES: Parabéns para Angela Maria (13/05) e Laura Pausini (hoje!), ehehehehe!

* REFERÊNCIA:
SOUZA, Auta de. Hôrto. 4. ed. Natal: Fundação José Augusto, 1970.

domingo, 15 de maio de 2011

Contagem regressiva...

     Bem amigos, amanhã, 16/05/2011, inicio essa jornada de desenhar com palavras todo o trajeto das coisas que meu coração me ordena. Isso não é complicado para mim. Pelo contrário. É bom sermos honestos com as palavras e gozarmos de um arsenal delas para configurarmos o nosso 'guarda-roupa vocabular'. Prometo que trabalharei duro para que isso ao menos se torne regular!

     Há tempos pensei em um espaço para compartilhar minhas ideias sobre o que escrevo, e sobre muitas coisas que durante anos deixei guardado, não sei se por timidez ou despreparo somente. Agora é hora de me apresentar, bem como o fiz quando lancei meu primeiro disco, também intitulado 'Qualquer Universo'.

     Quem vos afirma é um mero pernambucano, nato em Jaboatão dos Guararapes (Região Metropolitana do Recife - Capital de Pernambuco), de 25 anos, escorpiano até a morte e, como se não bastasse, cantor e compositor do que costumam chamar por Música Popular Brasileira (MPB). 

     Com relação à musica que interpreto, tenho primado pelo instinto - o que considero arriscado (uma vez que o mercado anda extremamente baseado em marketing e merchandising, os quais Elis Regina costumava dizer que na verdade eram 'prepotência e exacerbação'), pois um louco como eu apenas quer gente que consiga entender o que lhe é passado, para que em condições igualitárias possa estabelecer um proveitoso, quiçá rico e saboroso diálogo. Mas isso não dependerá apenas de mim...

     Enfim, esse prólogo é apenas para dizer:

- Entrem, abram a porta, e corram o risco de se debaterem comigo em QUALQUER UNIVERSO...




Abson.

sábado, 14 de maio de 2011

Benvindos!

    Bem, tenho percebido que é bastante necessário uma espécie de 'escoamento' de ideias. Principalmente no meu caso, que lido com a área de sensibilidade, nem sempre tenho a possibilidade de fazer meus pensamentos escoarem da maneira mais honesta possível.

     Gente, lancei - exatamente em 05/07/2010 - um disco intitulado 'Qualquer Universo...' e estou em um ponto de debater tudo o que puder a respeito dele . Com isso, consigo (e espero que consigamos juntos) debater a vida e procurar vivê-la da maneira adequada. Portanto, espero que dê certo e que vocês curtam!


Abson.